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Instruções de uma equilibrista: novo livro de Talita Franceschini usa poemas para navegar pelos altos e baixos da existência

Livro está disponível em edição impressa por R$60,00

A escritora e professora Talita Franceschini apresenta sua obra de estreia, “Instruções de uma equilibrista” (Editora Patuá), livro de poemas que busca abordar de forma sensível temas como rejeição, luto e a busca por equilíbrio em meio às contradições da vida. A obra explora a arte de navegar pelos altos e baixos da existência, entre as suas certezas, incertezas, lutos e contradições.

Na obra, Talita aborda três temas centrais: rejeição, luto e equilíbrio. A rejeição aparece em versos que exploram os sinais silenciosos do fim de um relacionamento, transformando dores veladas em poesia que equilibra tristeza e beleza. Já o luto é tratado em múltiplas dimensões, não apenas na perda de pessoas, mas também no esgotamento de sonhos, na ruptura de relacionamentos e na transição entre diferentes fases da vida.

Confiram a sinopse completa:

Instruções de uma equilibrista é uma coletânea que explora a arte de navegar pelos altos e baixos da existência. Com poemas condensados, cada verso captura momentos de fragilidade e força, refletindo sobre o desafio de esgotar-se na vulnerabilidade e ressurgir em meio às certezas, incertezas, lutos e contradições. As palavras dançam entre o peso e a leveza dos dias, entre a harmonia dos pequenos instantes e das grandes mudanças. É um livro que celebra a teimosia humana em buscar o equilíbrio em cada passo da jornada, ou não.

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la Margarita: livro de estreia de Alberto Lung traz romance sobre desigualdades, memórias familiares e resiliência

O Livro está disponível em edição impressa por R$68,40, digital por R$49,90 e via Kindle Unlimited

O escritor, antropólogo e criador de conteúdo Alberto Lung lançou seu romance de estreia, la Margarita. A publicação é Inspirado pela trajetória de sua mãe, Margarita, e explora temas como desigualdade social, resiliência e pertencimento, estabelecendo uma conexão única entre o íntimo e o universal.

Na trama, a protagonista, guia o leitor através de sua memórias escritas como crônicas para contar um relato sobre laços famíliares, empatia e solidariedade. Questões como migração, condicionamento cultural e religiosidade também são foco da história.

Confiram a sinopse completa:

“Com suas mãos, ela sustentou o peso do mundo. Em la Margarita, Alberto Lung retrata uma mulher que, entre sacrifícios e batalhas, carrega no corpo as marcas de uma vida intensa. A protagonista nos guia por suas memórias, onde amor, dor e resistência se misturam com um humor ácido, que desafia o leitor a rir das situações mais improváveis.
A vida de Margarita expõe desigualdades sociais, exploração do trabalho infantil, violência doméstica e hipocrisia religiosa. Uma narrativa poderosa e comovente, que provoca reflexões e ecoa no coração por muito tempo.”

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EventosLitNews

Eventos [Campinas] – Grupo Capitolinas apresenta seu primeiro sarau feminista em Campinas

Evento ocorrerá dia 31 de janeiro as 19:30 no Ninho da Cambaxirra na Rua Manoel Herculiano da Silva Coelho, 225, em Joaquim Egídio, Campinas/SP

O grupo Capitolinas organizou seu primeiro Sarau Feminista que ocorrerá na Cidade de Campinas. O evento contará com apresentações de música, literatura e dança feitas pelas integrantes do grupo, além de oferecer um microfone aberto para a participação do público. O objetivo é compartilhar e celebrar a força e criatividade das mulheres, promovendo a reflexão e o diálogo sobre o feminismo e as questões de gênero.

Fundado pela médica e sexóloga Mila Nascimento, o CAPITOLINAS reúne atualmente 25 mulheres de diferentes idades e histórias de vida, com o propósito de discutir questões de gênero e fortalecer o movimento feminista através da literatura. Os encontros acontecem na primeira quarta-feira de cada mês, proporcionando um espaço de empoderamento e transformação pessoal. Interessados podem obter mais informações através do Instagram: @srta_mila_nascimento e @clubecapitolinas.

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Ainda estou aqui e Fernanda Torres são indicados ao Oscar 2025. Confira a lista de indicados

Fernanda Torres foi indicada a Melhor Atriz e Ainda Estou Aqui a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional

Hoje, 23/01, ocorreu o anúncio oficial dos indicados ao Oscar 2025 e as expectativas quando ao filme brasileiro Ainda Estou Aqui foram confirmadas, com 3 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz para a performance de Fernanda Torres. A atriz já havia ganhado o Globo de Ouro na categoria e seguia a expectativa pela indicação.

Baseado no livro homônimo, Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, aborda o desaparecimento do deputado Rubens Paiva durante o endurecimento da ditadura militar sob a ótica da Mãe Eunice. O filme leva o espectador a entender a angústia da família que não sabe o paradeiro do pai, levado pelo regime militar.

O filme está disponível nos cinemas e o livro está disponível em edição impressa por R$60,72 e edição digital por R$27,90. A cerimônia do Oscar 2025 ocorrerá no dia 2 de março.

A lista completa de indicados segue abaixo:

Melhor Atriz

  • Cynthia Erivo – Wicked
  • Karla Sofia Gascón – Emilia Pérez
  • Mikey Madson – Anora
  • Demi Moore – A Substância
  • Fernanda Torres – Ainda Estou Aqui

Melhor Ator

  • Adrien Brody – O Brutalista
  • Timothée Chalamet – Um Completo Desconhecido
  • Colman Domingo – Sing Sing
  • Ralph Fiennes – Conclave
  • Sebastian Stan – O Aprendiz

Melhor Direção

  • Sean Baker – Anora
  • Brady Corbet – O Brutalista
  • James Mangold – Um Completo Deconhecido
  • Coralie Fargeat – A Substância
  • Jacques Audiard – Emilia Pérez

Melhor Filme Internacional

  • Ainda Estou Aqui
  • A Garota da Agulha
  • Emilia Pérez
  • A Semente do Fruto Sagrado
  • Flow

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Monica Barbaro – Um Completo Desconhecido
  • Ariana Grande – Wicked
  • Felicity Jones – O Brutalista
  • Isabella Rossellini – Conclave
  • Zoe Saldaña – Emilia Pérez

Melhor Ator Coadjuvante

  • Yura Borisov – Anora
  • Kieran Culkin – A Verdadeira Dor
  • Guy Pearce – O Brutalista
  • Jeremy Strong – O Aprendiz
  • Edward Norton – Um Completo Desconhecido

Melhor Roteiro Original

  • Anora
  • Brutalista
  • A Verdadeira Dor
  • Setembro 5
  • A Substância

Melhor Roteiro Adaptado

  • Um Completo Desconhecido
  • Concalve
  • Emilia Pérez
  • Nickel Boys
  • Sing Sing

Melhor Animação

  • Robô Selvagem
  • Divertida Mente 2
  • Flow 
  • Wallace & Gromit: Avengança
  • Memórias de um Caracol

Melhor Documentário Longa Metragem

  • Diários da Caixa Preta
  • No Other Land
  • Porcelain War
  • Trilha Sonora Para um Golpe de Estado
  • Sugarcane: Sombras de um Colégio Interno

Melhor Trilha Sonora Original

  • O Brutalista
  • Conclave
  • Emilia Pérez
  • Wicked
  • Robô Selvagem

Melhor Fotografia

  • O Brutalista
  • Duna: Parte Dois
  • Emilia Pérez
  • Maria
  • Nosferatu

Melhor Montagem

  • Anora
  • O Brutalista
  • Conclave
  • Emilia Pérez
  • Wicked

Melhores Efeitos Visuais

  • Alien: Romulus
  • Better Man – A História de Robbie Williams
  • Duna: Parte Dois
  • Planeta dos Macacos: O Reinado
  • Wicked

Melhor Figurino

  • Conclave
  • Wicked
  • Nosferatu
  • Um Completo Desconhecido
  • Gladiador II

Melhor Maquiagem e Penteado

  • Um Homem Diferente
  • Emilia Pérez
  • Nosferatu
  • A Substância
  • Wicked

Melhor Design de Produção

  • O Brutalista
  • Conclave
  • Duna: Parte Dois
  • Nosferatu
  • Wicked

Melhor Som

  • Um Completo Desconhecido
  • Duna: Parte Dois
  • Emilia Pérez
  • Wicked
  • Robô Selvagem

Melhor Curta Metragem

  • A Lien
  • Anuja
  • I’m Not a Robot
  • The Last Ranger
  • The Man Who Could Not Remain Silent

Melhor Curta Animado

  • Beatuitul Men
  • In the Shadow of the Cyrpess
  • mAgic Candles
  • Wander to Wonder
  • Yuck!

Melhor Documentário Curta Metragem

  • Death by Numbers
  • I am Ready, Warden
  • Incident
  • Instruments of a Beating Heart
  • A Única Mulher na Orquestra

Melhor Filme

  • Anora
  • O Brutalista
  • Um Completo Desconhecido
  • Conclave
  • Duna: Parte Dois
  • Emilia Pérez
  • Ainda Estou Aqui
  • Nickel Boys
  • A Substância
  • Wicked

Melhor Canção Original

  • “El Mal” – Emilia Pérez
  • “The Journey” – Batalhão 6888
  • “Like a Bird” – Sing Sing
  • “Mi Camino” – Emilia Pérez
  • “Never Too Late” – Elton John: Never Too Late
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Nova York está nas mãos do Rei do Crime no primeiro trailer de Demolidor: Renascido

Nova temporada terá 18 episódios e chega ao exclusivamente no Disney + em 8 de março.

A Disney + liberou o primeiro trailer de Demolidor: Renascido. 7 anos depois da terceira temporada da série originalmente produzida pela Netflix (atualmente também disponível no Disney +) o vigilante está de volta, dessa vez mais integrado ao MCU. Apesar disso, a nova trama mantém rostos muito conhecidos como Vincent D’onofrio (Rei do Crime), Elden Henson (Foggy Nelson), Deborah ann Woll (Karen Page), Jon Bernthal (Justiceiro/Frank Castle e, claro, Charlie Cox como Demolidor/Matt Murdock.

O trailer revela que a trama misturará linhas de histórias clássicas das HQ como a em que o Rei do Crime se torna prefeito de Nova York. As temporadas anteriores não serão ignoradas, mas o foco é integrar o universo do herói ao MCU de forma que não seja totalmente necessário assistir aos anos anteriores.

Demolidor: Renascido conta com Dari Scarpadane (de Jack Ryan) como showrunner e ainda tem as novidades de elenco Loy Taylor Pucci (de A Morte do Demônio), Arty Froushan (de Carnival Row), Michael Gandolfini (de Todos os Santos de Newark), Sandrine Holt (de Better Call Saul) e Margarita Levieva (de À tona).

A estreia da nova temporada será no dia 08 de março.

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Fortunato Poeira: Novo livro de Anna Martino mistura novela das 21 com ficção científica

Fortunato Poeira” traz várias reflexões sobre memória, a humanidade e as disputas invisíveis de um homem comum em um futuro possível

O novo livro da autora Anna Martino já está disponível. Na trama conhecemos Fortunato Poeira, um “trecheiro” que sobrevive de trabalhos braçais estando sempre entre a Terra e a comunidade Bertha Lutz, em uma lua agrícola. Uma grande confusão começa quando, após sua morte, seu grande amigo Antônio, um fazendeira de Bertha Lutz resolve cuidar de seu funeral e descobre que terá que lidar com seus familiares e muita burocracia.

O livro se encaixa no trope de Found Family e promete trazer uma trama cheia de confusões reviravoltas e reflexões sobre o verdadeiro significado de família. 

O livro está disponível em versão impressa no site da editora Aboio por R$49,90

Confiram a sinopse completa:

Fortunato Poeira, o protagonista ausente deste romance, é um “trecheiro” — um homem que vive entre a Terra e a comunidade Bertha Lutz, em uma lua agrícola, fazendo trabalhos braçais para sobreviver. Quando ele morre, seu amigo Antônio, fazendeiro em Bertha Lutz, encarrega-se de preparar seu funeral. O problema é que a burocracia não permite que a cremação aconteça antes que os familiares do falecido sejam avisados. E é quando Antônio, o narrador, e seus colegas se põem a buscar esses familiares que o verdadeiro drama da vida de Fortunato se desenha — e começa uma árida disputa não só pelo funeral, mas pela memória e narrativa da vida do trecheiro.

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De volta a Panem: novo de livro do universo Jogos Vorazes ganha título brasileiro e tem data de lançamento confirmada

Jogos Vorazes: Amanhecer na colheita chega às livrarias dia 18 de março

O 5º livro ambientado no universo Jogos Vorazes já tem data confirmada para chegar ao Brasil. Com lançamento mundial simultâneo em 18 de março, Jogos Vorazes: Amanhecer na colheita se passa 24 anos do primeiro livro da série e contará a participação de Haymitch no Segundo Massacre Quaternário.

No Brasil o livro será lançado pela Editora Rocco, assim como as outras publicações da série. Uma adaptação para o cinema também já está confirmada para 2026. O último filme da série, a adaptação de A Cantiga do Pássaros e das Serpentes chegou as telonas em 2023

Confiram a sinopse completa:

No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer chegar ao fim do dia e passar tempo com a garota que ama.
Mas quando seu nome é chamado, todos os sonhos de Haymitch desmoronam. Ele é separado de sua família e sua namorada e enviado para a Capital com outros três tributos do Distrito 12: uma menina que considera quase uma irmã, um rapaz viciado em calcular chances e apostas, e a garota mais arrogante da cidade. Conforme os Jogos têm início, Haymitch compreende que está tudo armado para o seu fracasso, mas parte dele deseja lutar… e que essa luta reverbere muito além da arena mortal.

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Âmago: Livro de Camilla Coelho aborda sobre a realidade violenta e diária que as mulheres não contam

Obra reúne conjunto de contos destacando a importância do combate à violência contra a mulher

Já está disponível o livro Âmago, obra de estreia da autora gaúcha Camilla Coelho que destaca em seus contos a realidade violenta a que mulheres são expostas diariamente. A escritora se baseou em histórias reais para escrever a ficção: relatos de mulheres que passaram ou ainda passam por várias formas de violência e que, na maior parte das vezes, se calam, seja por vergonha ou medo.

Confiram a sinopse completa:

Dentro de casa é um lugar seguro. Na festa com os amigos, um lugar seguro. No ônibus, um lugar seguro. Na rua, cuide-se apenas ao passar por becos escuros. Eles dizem. Você nasce, cria corpo, cria vida, respira e vai. É o que tem que ser. Mas até onde ir, que roupas usar, como fugir do destino de não ter destino, como sobreviver à rotina que censura, assedia, prende. Como idealizar o novo se o passado te assombra? Afinal, “o que é ser mulher?”. Para chegar ao cerne da questão, a autora revela a infinitude invisível da violência contra as mulheres.

O livro é publicado pela Editora Patuá e está disponível no site por R$50,00.

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Matérias e Artigos

Editorial: Claro que dá pra separar o autor da obra

Desde que você use um porrete!

Na semana em que novos detalhes sobre as graves acusações de agressão sexual envolvendo Neil Gaiman vieram à tona estamos mais uma vez às voltas com a clássica pergunta sem reposta: dá pra separar o autor da obra?

O autor britânico Neil Gaiman teve um lado sombrio de sua vida revelado no podcast Master: the allegations against Neil Gaiman, publicado em julho do ano passado. Acusado por várias mulheres de diversos crimes envolvendo agressões sexuais, a notícia foi recebida com consternação pela legião de fãs que ele acumulava há vários anos, incrédulos de que a pessoa que havia criado as obras tão admiradas como Sandman, Coraline, Belas Maldições e outras tantas pudesse cometer tais tipos de crimes. O caso ganhou mais escopo na última semana quando os relatos de oito mulheres foram detalhados na reportagem de capa da revista New York Press Room (Atenção: alerta de gatilho de abuso sexual. Texto em inglês). E após o impacto inicial da notícia, os fãs se viram presos a uma pergunta que assola o mundo das artes a bastante tempo: o que você faz com um obra quando seu autor se revela um criminoso, uma pessoa com ódio de alguma minoria ou alguém de moral duvidosa?

A pergunta é das mais antigas. Gera polêmica a bastante tempo nas redes sociais quando periodicamente alguma figura muito amada do público aparece envolvida em algum tipo de crime. Há aqueles que defendem ferrenhamente que a obra precisa sim continuar a ser admirada, afinal, após a publicação ela deixa de ser do artista e passa a ser do público. Que de alguma forma a arte pode ser apreciada subjetivamente, ignorando seu contexto e história. Há também aqueles que afirmam ser impossível destacar uma obra de seu autor. Que toda a visão dele está lá presente, independente da mensagem e do entretenimento que proporcionam. Ainda pior, nos casos de artistas ainda vivos, a influência da obra sobre os fãs pode ser usada como ferramenta de manipulação.

A anos se briga na rede para definir se dá para separar o autor de sua obra. Mas a melhor pergunta talvez fosse: pra quê?

Como qualquer polêmica, não há uma resposta totalmente certa. O que dá pra afirmar é que é impossível separar uma autor de sua obra, mas mesmo assim, é importante analisar os diversos casos existentes. Temos casos por exemplo como do Monteiro Lobato e H. P. Lovecraft: autores com obras mundialmente famosas, mas também supremacistas racistas declarados abertamente. No entanto, com ambos já mortos a bastante tempo, os espólios de suas obras foram direcionados a outros tipos de mensagem. Há diversas edições de livros do Sítio do Pica Pau Amarelo que demonstram a existência de racismo da obra e orientam o leitor sobre o assunto. Já falamos aqui há algum tempo sobre a série Lovecraft Country, trama baseada no universo Lovecraftiano que trata sobre racismo e diversidade de um jeito que faria o autor se revirar no túmulo. A série aliás também está envolvida numa polêmica: foi estrelada pelo ator Jonathan Majors, envolvido em agressões a uma ex-companheira. A série é um desses casos onde o trabalho de duas pessoas extremamente questionáveis foi direcionado para passar a mensagem inversa do que essas figuras representam.

Mas há também casos como da autora J. K. Rowling e do ator Johnny Depp. Ela uma transfóbica declarada e assumida. Ele acusado de violência doméstica e abuso psicológico a sua ex esposa. Ambos com obras e carreiras muito influentes até hoje. Ambos usando dessa influência diretamente na sociedade. J. K. Rowling usa até hoje seu dinheiro e espólio de Harry Potter para atacar a existência de pessoas trans, já tendo afirmado em seu twitter que financia grupos que trabalham contra os direitos LGBTQIA+, além de trabalhar politicamente dentro da Inglaterra com esse objetivo.

https://twitter.com/jessiegender/status/1663451466085048320

Johnny Depp (que abriu um processo de difamação contra sua ex esposa, Amber Heard, após ser acusado de abuso físico) utilizou sua influência e apoiou Marilyn Manson (seu amigo de longa data) a abrir o mesmo tipo de processo processo de difamação contra Evan Rachel Wood, Manson é acusado por Wood e outras mulheres de abuso sexual e físico. Consumir as obras de ambos aumentará cada vez mais sua influência e poder econômico. O seu dinheiro gasto vai diretamente para o financiamento do que eles consideram que é certo.

J. K. Rowling e Johnny Depp: consumir seus trabalhos significa financiar suas causas deturpadas? Spoilers: sim!

E finalmente retornamos aos casos como de Neil Gaiman. Inicialmente o autor se encontra ostracizado. Diversos projeto envolvendo-o foram cancelados. A grande maioria dos outrora fãs dele respondem hoje com acolhimento às vítimas e desejo de que exista justiça à elas. Consumir a arte do autor estaria então não prejudica ninguém? Muito difícil afirmar. Já testemunhamos outros casos de pessoas com crimes parecidos que inicialmente foram “canceladas” e hoje já voltaram a ter espaço, enquanto suas vítimas são esquecidas, como é o caso do comediante Louis C. K.

Louis C. K: acusado de assédio sexual, incialmente foi “cancelado”, mas hoje está de volta aos palcos e sua vítimas esquecidas.

No universo ideal todos eles passariam pelos devidos processos de acusação e, confirmados os crimes, seriam condenados e pagariam por eles. Mas sabemos que na vida real quase nada é assim, em especial entre famosos e ricos. Espero de verdade que Gaiman seja punido pelo que fez, mas já sabendo que mesmo que exista uma condenação, vai existir gente para defender o que ele fez por simplesmente não conseguir se desligar da obra.

A arte não existe em um vácuo; ela é produto de um mundo que molda e é moldado por aqueles que a criam. Salvo nos raríssimos casos onde um obra absolutamente não gera nenhum tipo de lucro ou influência a seu autor (que é quando eles já estão mortos ou não mantém nenhum controle sobre), cada vez que você tirar seu dinheiro do bolso para consumir algo, você estará dando poder e financiando quem o criou. Resta a você leitor decidir se quer dar esse poder a essas pessoas e se realmente precisa tanto assim de uma obra específica na sua vida, quando existem tantos trabalhos de pessoa muito melhores disponíveis para você dedicar sua atenção e dinheiro.

Antes de se perguntar se dá para separar o autor da obra, talvez você deva se perguntar “pra quê separar o autor da obra?” Se for para que você meramente se sinta bem ao consumir algo, esqueça: nem existe motivo para discussão. Gaste seu dinheiro onde quiser sabendo que quem não gostar, também está no seu direito de criticar. Mas se você deseja realmente analisar qual seu real papel como consumidor dentro da cadeia de produção artística, aí vale a reflexão: você realmente precisa dessa obra? No mais, o melhor conselho ainda é o clássico: não tenha ídolos.

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